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 Teste de fogo

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AutorMensagem
Leo Rocha

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Mensagens : 64
Data de inscrição : 21/10/2016

MensagemAssunto: Teste de fogo   Seg Dez 12, 2016 5:59 pm

J.J. andava ao lado de Seward. Ela ainda não entendia porque ele havia incluído naquele grupo de recrutas Omar Kayan. O exorcista televisivo era totalmente o oposto do perfil que se buscava para os membros da associação: era espalhafatoso, adorava se exibir na mídia e, segundo o que assistira em alguns episódios, provavelmente não tinha a menor idéia do que estava fazendo.
Seward parecia adivinhar o que ela estava pensando, pois, sem desviar os olhos do caminho que trilhavam, lhe disse:

Arrow Kayan fez um exorcismo genuíno de uma entidade de alto nível, sem conhecimento ou instrumentos adequados. Isso não é algo que se ignore.

Arrow Mas já recusamos candidatos com qualificações bem melhores...

Arrow Sim... E já vimos também candidatos muito mais qualificados não conseguirem uma façanha destas... Em todo caso, será bom dar a ele um gosto real do que é ser um caçador de verdade. Talvez assim ele descubra uma real vocação.

Ela o olha como se tentasse abrir alguma passagem secreta na mente daquele homem a quem aprendeu a respeitar ao longo dos anos. No entanto, o que recebeu em troca foi apenas um olhar dele que transmitia certa ansiedade com o encontro que estava pra acontecer. 
Ela então perguntou:

Arrow E os outros recrutas? O que achou?

Arrow Jones é filho de um caçador, então sabe onde está se metendo. Tanaka, Vasillias e Masbeth possuem habilidades impressionantes. Stone, apesar da idade, tem um conhecimento invejável a muitos dos nossos membros mais antigos. E Walker, garantirá uma perspectiva diferente de análise das investigações.

Arrow Parece que você pensou em tudo...

Arrow Sempre, minha querida.

Os dois adentram no salão onde os recrutas aguardavam já a cerca de 20 minutos. Seward olha a cada um deles e diz:

Arrow Boa tarde senhores! Meu nome é Andrew Seward e esta é Jennifer Janot. Nós somos os responsáveis pelo setor operativo da Associação Belmont. Acredito que vocês tenham muitas perguntas, mas gostaria que aguardassem o término da minha fala inicial para iniciar os questionamentos..

J.J. apertou um botão em um controle remoto e um telão apareceu na parede da sala. Em seguida as luzes que iluminavam essa parede foram diminuídas e um projetor começou a mostrar imagens de ações de caridade em diversas partes do globo.

Arrow Como vocês já devem saber, a Associação Belmont foi fundada por Simon Belmont há quase duzentos anos com o objetivo de fazer deste um mundo melhor. Neste sentido, a associação montou escritórios regionais ao redor do globo e tem desenvolvido ações ligadas à saúde, justiça, combate às desigualdades sociais e preservação do meio ambiente. 

Ele observa as reações de cada um deles enquanto fala.

Arrow Vocês estão aqui porque cada um de vocês possui um rol de habilidades e conhecimentos que ajudará a associação em uma das suas frentes de atuação menos divulgada: o combate a ameaças relacionadas ao oculto.

Imagens de demônios, monstros e fantasmas aparecem agora no telão. 

Arrow Simon Belmont na verdade criou esta organização com a intenção de conter ameaças que apenas homens e mulheres bem preparados e com recursos poderiam enfrentar. Ele investiu sua fortuna e contatos na criação de uma rede de investigadores e caçadores de fenômenos e criaturas sobrenaturais, utilizando as ações de caridade como uma forma de capilarizar essas ações sem levantar muitas suspeitas. Na verdade, nós somos a principal barreira entre aquelas pessoas que não acreditam no oculto e as coisas no oculto que as mastigariam sem pensar duas vezes...



A imagem de Simon Belmont aparece no telão.

Arrow Periodicamente, fazemos a busca de pessoas que podem contribuir com o nosso trabalho e parece que vocês foram considerados aptos a participar de nosso teste de seleção, se assim o quiserem. Caso decidam ficar e sejam aprovados no teste, vocês passarão a integrar nossos quadros, recebendo remuneração, equipamentos e informações que auxiliarão em suas atividades de investigação e caçada.

J.J. aperta outro botão e a sala volta a se parecer com uma sala normal. Em seguida diz:

Arrow Se desistirem, no entanto, é importante lembrar que cada um de vocês assinou um contrato de sigilo ao aceitar esta convocação. E quebrar um contrato de sigilo com uma organização como a nossa não é algo muito interessante...

Seward olha pra ela e percebe que ela olha diretamente para Kayan. Ele então diz:

Arrow Bom, senhores... Agora a sessão está aberta às perguntas e comentários de vocês.. Então sugiro que cada um se apresente antes de começarmos efetivamente a tratar de negócios...
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ricardo sato

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Seg Dez 12, 2016 8:27 pm

20 minutos...já estava no segundo cigarro,ao meu redor o amontoado mais estranho de pessoas que já vira(contando que em minha juventude eu frequentava Cochela),um padre,um charlatão da tv,um velho,um asiático e um rapaz bem vestidos e um cara que mais parecia pertencer a uma gangue de motoqueiros.

É  quando chegam nossos anfitriões,um senhor que devia ser quem nos chamou,seguido de uma bela mulher e em uma sucessão de palavras e slides entornava uma enxurada de informações.

É claro que conhecia a organização Belmont,ou sequer me daria ao trabalho de vir aqui,mas quanto ao resto das revelações...há cinco anos atrás eu diria que eram impossíveis,hoje em dia apenas improváveis.Mas no mínimo era claro que sabiam algo sobre o meu hobby.

-Meu nome é Andrei Vasillias e me julgo mais um pesquisador do que um caçador,mas sinceramente,antes de dar uma resposta eu preciso saber mais sobre as informações que oferecem.Meia dúzia de slides não provam o que vocês realmente fazem aqui...nem meia dúzia de palavras o porque.

-Ao menos quero alguma documentação que prove com o que vocês lidam,ou dizem lidar...já vi mais malucos e charlatões do que posso contar...

Também já vi bastante do perigo real,até mesmo já lutei com ele,mas isso não é algo que gosto de espalhar e se realmente são o que dizem eles já devem saber disso.Ignoro a parte sobre um teste,primeiro quero saber se me interessa antes de decidir se o farei.
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Speedy

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Seg Dez 12, 2016 9:08 pm

- Isso só pode ser uma #rr@ de uma brincadeira!

Nos vinte minutos que estamos aqui o sujeito perto de mim fumou seu segundo cigarro.
Pelo amor da luz elétrica, como eu odeio cigarro!
Meu irmão apagava cigarros na minha pele.

Estou simplesmente aqui porque recebi o convite de estar aqui há algumas horas. Certo, era algo meio cheio de mistério e esquisito.
Mas achei que seria para eu investir em mais algum vídeo para Demonstradores de Mito.

Foi só eu chegar no lugar e notei a presença de ninguém menos que Oman Kayan , o maior farsante em casos sobrenaturais de todo país... Quando as fotos vieram em seguida, me vi diretamente em um programa para enganar as pessoas!

Certamente a mentira se faz presente como nunca, em seguida o sujeito começa a falar sobre os motivos desse emprego.

Eu ouço atentamente, cada palavra. Até que de repente ele fala que nossa missão é parar demônios e fantasmas... Em que eu me meti?
Que fotos são essas?

Eu então me lembro de dois dias atrás quando tudo aconteceu.


Dois dias atrás

Leo Rocha: -Eu sou o mestre do jogo agora...

Jack Walker: -Não deveria beber enquanto no meio da partida de poker!

Leo Rocha: -Por que você não pode beber?

Jack Walker: -Especialmente por isso você não deveria! Eu estou com vontade e tenho de usar medicamentos contra depressão.

Leo Rocha: -Eu ouvi que não é bom tomar essa medicação...

Jack Walker: -Quem disse?


Astrolavo de Carvalho: -Eu disse... Remédio é coisa de comunista, c@*%t%! Deveria recuperar sua fé e rezar.

Jack Walker: -E você poderia parar de carolice enquanto fuma e dar as cartas! Eu odeio cigarro.

Astrolavo de Carvalho: -P@* no seu c¨!

Leo Rocha: -Por que você tirou esse doido de lá?

Jack Walker: - Ninguém merece viver naquele inferno, nem ele.

Leo Rocha: -Seu Carvalho, por que o senhor estava no Arkham?

Astrolavo de Carvalho: -O árabe gay comunista Obama quer esconder sua conspiração, um satélite de heróis da liberdade foi explodido mês passado e abandonado no espaço e eu sabia disso!

Jack Walker: -Por quem? Por marcianos?

Astrolavo de Carvalho:  -Não! Um marciano!

Jack Walker: -Sei, e como o planeta é vermelho, o marciano era comunista...

Leo Rocha: -Não dá bola! Quantas cartas você quer?

Jack Walker: -Uma... E o Nick, tá bem?

Leo Rocha: -Vai ficar...é só uma gripe.

Astrolavo de Carvalho: -Muita testosterona impede câncer e vícios... Se é um menino a chance de se recuperar de qualquer doença é bem maior! Veja eu, fumo há 60 anos e não sou viciado em cigarro!

Jack Walker: -Eu vou pegar mais uma bebida...

Leo Rocha: -Você disse que não pode beber!

Jack Walker: -É só uma Pepsi...


Astrolavo de Carvalho: -O que?!

Ao me aproximar do bar, tentando fugir de toda aquela fumaça, uma senhora misteriosa se aproxima. Algo parecido sair de um filme Noir, um sorriso que me parecia assustador.


Simone Weaver: -Olá, Jack... Podemos conversar?

Jack Walker: -Olha, senhora... seja lá o que esteja vendendo eu acho que não deveria abordar as pessoas com um apelido pejorativo como "Jack"...

Simone Weaver: -É seu nome, não? Na verdade um apelido de John se preferir posso chama-lo de "Escapulidor".

Jack Walker:-Ah, sim... Você deve ser de alguma agência do yoUtube ou da MTV, quer outro financiamento para um programa científico para desmascarar lendas? Eu posso ajudar a mostrar como essas fraudes são feitas!

Simone Weaver: -Você pode pensar em fraudes, mas o que vivi esses anos foi bem real. Acho que quem caça fantasmas não caça mitos, e nem que sejam mitos os aliens.

Jack Walker: -Ah, você ouviu o velhote? Ele mente que estamos ainda os anos 50 e que os extraterrestres com capas e Cristo nos protegem dos comunistas. Ele até ajudou na propaganda de um golpe de estado no país dele com essas ideias... É um mentiroso profissional que sobrevive vendendo falsos cursos de filosofia cristã e mapas astrais, preciso dele para estudar outros.

Simone Weaver: -Na verdade você continua cuidando dele... No fundo você é uma boa pessoa.

Jack Walker:-Não, não sou... soltei ele justamente por isso, para ele atormentar mais gente. Agora fale logo o que quer e seu nome... Sei que não esta só me dando uma cantada em um bar.

Simone Weaver:-Tenho uma proposta de trabalho, talvez se interesse em ver com seus próprios olhos.

Ela me entregou um cartão, eu deveria estar naquele endereço em dois dias. Eu nem imaginava que seria do jeito que esta sendo agora!

Hoje
Jack Walker: -Certo! Meu nome é Jack Walker, eu sou um dos pequenos porém influentes financiadores do programa "Demonstradores de Mitos", eu tenho feito de tudo para mostrar que tudo isso que você esta dizendo uma tremenda bizarrice! E isso fica mais claro com a presença de um notório embusteiro igual esse homem.

Aponto irritado para Omar Kayan.

Jack Walker:-Quanto aos demais atores aqui presentes, não os conheço! E você,  Vasillias "pesquisador" por favor apague o cigarro!

Me volto aos outros e aos nossos apresentadores, enquanto tento entender onde estão as câmeras. Estou assustado e com medo...tudo isso TEM de ser uma brincadeira de alguma agência.
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Drako

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Seg Dez 12, 2016 10:54 pm

Onze horas da manhã, Omar abre os olhos após um sono revigorante. Boceja e tenta se levantar, mas logo percebe duas cabeças em cima de seus braços. Eram duas belas mulheres, uma loira e outra morena, porém nem sequer lembrava delas. A noite anterior tinha sido uma boemia só. Calmamente levanta a cabeça de uma das moças com o braço e depois a da outra, podendo finalmente se levantar. Joga os cobertores para o lado e fica sentado ao lado da cama, se espreguiçando. Ao pisar no chão, ouve um grito. Era outra moça, dessa vez, ruiva. “A noite realmente foi boa” pensa ele. Apesar do susto todas elas continuam num sopor eterno.

Omar então pula a menina e vai até a cortina, ainda nu. Ao abri-las, revela a vista de sua cobertura por um vidro que preenchia toda a altura e a largura daquela parede. Pegou uma garrafa de uísque, encheu o copo e bebeu. Nesse momento, seu mordomo Alfredo entra no aposento.


Alfredo: Não é muito cedo para beber, senhor?

Omar: Nunca é muito cedo, pois nunca sabemos quando será tarde demais.

Alfredo: Profundo, senhor.

Omar: Obrigado, pensei agora mesmo.

Alfredo: Não esperava menos. Ah, mais cedo o senhor recebeu uma ligação de um lugar chamado “Associação Belmont,” eles lhe ofereciam uma oportunidade de remuneração por um certo trabalho, diziam ser alta. Não sei bem do que se trata, mas deixaram o endereço.

Omar: Para terem ligado para o telefone daqui, então provavelmente já falaram com Mark e ele lhes informou.

Alfredo: Acredito que sim, afinal é o que um agente deveria fazer.

Omar: Pois bem, estou indo. –Diz ele enquanto se dirige para a porta do quarto.

Alfredo: Aconselho vestir-se primeiro, senhor.

Omar: Oh, sim! Que pândego eu sou! Haha!

Omar então toma um banho, entra em seu closet e veste um de seus ternos, porém sua camisa por baixo tinha um decote, é claro. Colocou seu pingente de cruz e desceu até sua limusine. Dentro dela já esperava o chofer.


Moises: Pra onde vamos, patrão?

Omar: Siga esse endereço, por favor, Moises. – Kayan entrega a ele um papel com o endereço escrito. – Até lá, escutarei uma musiquinha.


Com o início da batida da música, o carro arranca em direção a Associação Belmont.

_____________________________________________________________________________

Dentro do local, Omar notava o grupo esquisito de pessoas que estavam reunidas. Não puxou assunto, apenas sentou, cruzou as pernas e mexeu os dedos, brincando com seus anéis.

Algum tempo depois, entraram duas pessoas. Andrew Seward e Jennifer Janot, responsáveis pelo local, que explicaram o motivo de sua convocação, usando uma apresentação de Power Point. Disseram caçar fantasmas e demônios, mas Omar sabia que isso tudo era balela. Pensou então que estava lidando com picaretas, mas resolveu esperar para ouvir a proposta.

Falaram também sobre um teste de seleção, o que deixou o homem um tanto consternado. “Teste de seleção? Eu?! Pfff! Não sabem quem eu sou?” Além de um contrato que a moça disse sobre eles terem assinado, apesar de não lembrar de ter assinado nada. Em seguida pediram para todos se apresentarem. Dois dos homens ali logo tomaram a iniciativa. Um deles apontou ao Omar, chamando o de “notório embusteiro. ” Continuou com a uma expressão tranquila, um tanto egocêntrica. Sentava-se com a postura perfeita e um olhar e nariz empinados, como se sentisse algo maior. Logo então tornou a falar.

Omar: Não és o primeiro a dizer calúnias contra a minha pessoa. O que não falta são céticos que tentam danificar minha imagem ilibada dizendo que sou, como dizem...? “Fake.” Se crê nisso, nada tenho a lidar com o senhor, Jack Walker. Ainda mais uma pessoa sem finesse como você. --O telefone toca. – Um momento.

Ele pega o celular e olha para ver quem era. “Oh” diz ele, com um sorriso no rosto. Arrasta o dedo na tela para a direita e atende o telefonema.

Omar: Bonjour! Comment êtes-vous, mon amour? Oui, je suis un peu occupé en ce moment. Oui ... Oui ... nous nous trouvons aujourd'hui, huit heures du soir, que pensez-vous? Great! Je vais vous rencontrer dans mon appartement. Bye!

Ele desliga o telefone e volta a falar com Jack Walker, com um sorriso no rosto.

Omar: Desculpem-me, era uma das bailarinas francesas que estão em tour pela cidade. Pois bem, o que dizíamos? Ah, sim. Já terminei com você. Aos demais, é óbvio que não preciso me apresentar, não é mesmo? Todos sabem que eu sou, afinal...

Ele pega o celular, seleciona uma foto e coloca para a TV transmitir através de Bluetooth.


Omar: Eu dispenso apresentações. Mas tenho uma dúvida, Jennifer querida. Posso te chamar de Jen? Enfim, Jen, meus serviços não são baratos, muito menos de graça. Gostaria de saber em termos de números, em zeros diria eu, quanto seria o cachê que estamos falando aqui. Meu tempo é precioso, e não poderia perder muitos segundos aqui se poderia estar em outro lugar cuidando de fenômenos sobrenaturais.
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Caolha

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Ter Dez 13, 2016 1:42 am

O táxi parava em frente à Associação Belmont e logo um homem descia dele. O terno estava perfeitamente alinhado sobre a camisa branca. Na verdade ele se misturava facilmente aos engravatados que saíam e entravam dos seus escritórios apressados.

E discrição era fundamental no trabalho que Blake executava. Perfeitamente escondidas sob o terno, estavam duas pistolas, em seus coldres. A da esquerda, com balas de prata.  

Como era de costume.

Certo, vamos voltar um pouco e lembrar os motivos que faziam com que ele tivesse aceitado aquele convite.

Quando foi mesmo que sua vida virou de cabeça pra baixo? Ele que até então sonhava em entrar no curso de História da Arte em Birmingham, recebeu uma mensagem dizendo que seu pai havia lhe deixado uma herança.

Bem, Blake nem ao menos sabia que o seu pai estava vivo. Nunca tivera informações sobre ele.

Não que fizesse diferença.

Bem, no pequeno apartamento em Londres que seu pai lhe deixou, Blake encontrou algo realmente estranho. O "trabalho" de seu pai não era nada convencional, ele caçava criaturas sobrenaturais! Encontrou no local muitas anotações, um antigo diário, muitas armas.

Ironicamente foi naquele lugar que Blake encontrou o sentido que faltava em sua existência.

Sabia atirar de um curso que fizera alguns anos atrás, sempre demonstrou talento pra coisa.

A adrenalina? Com certeza é a parte divertida nisso tudo.

A parte ruim é que não é exatamente uma atividade lucrativa.

Sobrevivia de cartões clonados e pequenas recompensas que recebia das vítimas.

O que nos leva ao motivo dele estar aqui.

Nada nobre, eu sei.

Logo Blake adentrava a sala de reuniões, e notava que haviam outras pessoas ali. As cumprimentava com um leve menear de cabeça, de forma discreta.

Cada vez mais, pensava que tinha sido uma péssima ideia ir até lá.

A cada palavra que ouvia, ficava claro que aquelas pessoas não faziam a menor ideia de onde estavam se metendo.

Claro que Jones ainda era um amador no ramo da caça, mas até então se garantia sozinho.

Trabalhar em grupo parecia uma péssima ideia. Mas a possibilidade de receber - bem - pelo que fazia parecia ótima.  Droga.. temos um impasse.

Quem estou enganando? No final das contas não é o dinheiro que nos move.

É tornar esse mundo um lugar menos.. miserável.

Esse cara é o exorcista charlatão da TV?

Era impossível deixar de levar uma das mãos até a face, consternado.

Assim que Omar terminou de falar, Blake se apresentou. O sotaque inglês era carregado.

- Meu nome é Blake Jones, até então tenho atuado neste ramo de forma... independente. Mas confesso que a proposta de vocês me chamou atenção, claro. Por hora, não tenho perguntas.
- Entrelaçava os dedos das mãos, apoiando na mesa, e abaixava levemente o olhar, como se considerasse o que diria a seguir. Logo olhava para Andrew e Jennifer   - Quanto ao teste, quando quiserem.

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Qui Dez 15, 2016 5:12 pm

Quando recebi o convite da Belmont, eu sinceramente não tinha motivação para ir a essa " reunião". Mas meu pai me encorajou a vir. Diferente de mim, meu pai era mais aberto a novas culturas e conhecimentos... não era a toa que ele era um otim diplomata. Mas eu sou mais reservado e calado, não gosto e nem estou propenso a me misturar com outras pessoas diferentes da minha cultura? Isso faz de mim preconceituoso? Talvez. Porem gosto de pensar que sou mais conservador e respeitador das antigas tradições.


Sou descendente direto de um clã samurai caçadores de Onis, ou demônios como os ocidentais costumam dizer. Seja lá com que essa instituição lide, não será nada que eu não saiba ou já tinha ouvido falar. Afinal, meu proprio pai me iniciou nos caminhos do Bushido e dos ensinamentos do nosso clã.

Como ele mesmo salientou que eu devia me misturar mais e aceitar o convite da Belmont, assim o fiz. Mas não porque ele pediu, mas sim por Honra e reconhecimento a sua sabedoria. Algo que ocidentais pouco conhecem: Honra. Talvez trabalhando em conjunto posso mostra-los tais virtudes do quais não conheçam...

Chego na sede da Belmont em ponto. Estou vestindo trajes formais: Um terno e gravata caros, afinal é sempre bom causar uma boa impressão para conquistar a confiança de que estão ali... mas ao ver os convidados confesso que a visão não me agrada muito... vejo apenas neófitos e um homem de meia idade um tanto quanto extravagante, e o engraçado que seu rosto não me é estranho... será que o vi num desses programas ridiculos da TV americana?

Observo todos a se apresentarem até que Seward me olha esperando que me apresente... de uma maneira polida, porem arrogante eu me apresento a todos...

Meu nome é Kazuya Tanaka. Sou descendente direto de um clã samurai caçadores de Onis. Vocês dizem que caçam demonios ou entidades sobrenaturais há mais de duzentos anos. Meu clã ja fazia isso cerca de dois seculos antes então, a não ser que abram o jogo de verdade, acho que não haverá maiores motivos para participar do clube, Seward.
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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Qui Dez 15, 2016 11:59 pm

Era incrível ver como alguns egos eram inflados ali. Isso não acontecia com o Padre Masbeth. A maioria ali tinha a escolha de participar ou não... Não era o caso do exorcista - ao menos do exorcista de verdade. Johnathan foi enviado ali diretamente pelo Vaticano. Não era opcional. Como um dos exorcistas mais jovens e competentes daquela era, Johnathan Masbeth conhecia como poucos a realidade entre os demônios e os homens que eles assolavam.

Após ouvir a apresentação de todos, o padre ajeitou o seu colarinho branco e deu um pigarro, falando com a voz calma e sotaque um tanto estranho, dignos de Ewan McGregor.

Padre: Acho que todos aqui deveriam parar de atirar suas pedras e trazerem para si um pingo de humildade.

Olhou para Jack e para Omar...

Padre: De fato, os métodos do senhor Omar não são de maneira alguma ortodoxos e, sim... ele acha que faz muito bem usando a desgraça das pessoas para aumentar a sua fortuna e impressionar as suas bailarinas, mas... embusteiro? Esta palavra não seria muito justa...

O padre meneou a cabeça.

Padre: O Senhor Omar obviamente não faz a menor idéia, mas, sim... ele realizou em sua vida um exorcismo de verdade. Quando ele "fingiu" exorcizar aquele menino de 13 anos do Colorado, ele de fato expulsou um demônio de verdade. Um demônio deveras poderoso... mas você sequer faz idéia disso, não é, meu irmão? Você pode se enganar de que esse poder veio de você, mas eu garanto... o Vaticano tem estudado com afinco este seu "milagre moderno", inclusive eu tenho-o estudado também... e para alguém que zomba do nome de Deus, você teve uma ajuda e tanto dele naquele dia, não teve?

O Padre tirou então de sua túnica um crucifixo e o ofereceu a Omar.

Padre: Tome, irmão... um presente de boa fé. Acredito que você vai precisar, cedo ou tarde... até onde eu sei... Demônios tendem a ser bem vingativos... e precisará de toda ajuda quando ele vier dar-te o seu troco.

Aceitasse ou não, o padre daria um sorriso amigável continuaria.

Padre: Perdoem-me o tom macabro... infelizmente exorcistas não tendem a ser tão alegres e carismáticos quanto pastores Luteranos. De todos, somos os que vêem mais dor... e nem sempre conseguimos aplacá-la.

Segurou uma mão com a outra e deu um sorriso de leve...

Padre: Meu nome é Johnathan Masbeth. Sou o exorcista da região de Chicago e fui enviado pelo Vaticano para compor esta curiosa equipe.

Voltou-se para o anfitrião.

Padre: O Vaticano e sua ordem possuem uma longa história e interesses em comum, como bem deves saber. Ambos lutamos pelo bem da humanidade e sua salvação... vocês física... nós espiritual. Digo que é de bom grado que estou aqui, mesmo tendo sido enviado por superiores. Quanto aos demais que pedem provas, dinheiro ou explicações mirabolantes, eu vos digo... se não demonstrarem humildade em servir ao mundo, então o mundo não servirá a vocês.

Dizendo isso, calou-se.
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Leo Rocha

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Sex Dez 16, 2016 10:47 am

Ao ouvir as perguntas e comentários dos presentes, Seward olha para J.J. e dá um leve sorriso. Ela, por sua vez, mantém a postura ereta e o semblante concentrado.
Ela apenas torcera o nariz ao ouvir Kayan falar com ela tentando forçar uma intimidade. Em resposta, disse:
 
Arrow  Nenhuma criatura que me chamou assim continua viva..
 
Seward parece se divertir ao ouvir a resposta da mulher, mas procura não demonstrar mais do que o que um franzir de sombracelhas. Ele então pigarreia e diz:
 
Arrow  Certo... Vocês realmente estão se mostrando candidatos dignos de estarem nessa sala... Então acho que ganharam o direito de ouvir mais..
 
Mais um apertar de botões no controle remoto que estava com J.J. e uma grande TV aparece na mesma parede onde estava o telão. Na aparecem algumas imagens: as primeiras imagens que aparecem, mostram uma reportagem contando sobre a descoberta de mais de 20 corpos assassinados por uma idosa na floresta. O repórter, em tom sensacionalista, apelidava a velha de "vovó da morte"e relatava com um tom que beirava o sadismo como as vítimas haviam sido encontradas e os indícios das mortes. Por fim, falava sobre um jovem herói que conseguiu deter a bruxa, um policial pertencente a um grupo de buscas que estava procurando jovens desaparecidos.
 
Arrow  Nós sabemos bem que aquele policial não foi o responsável por deter uma feiticeira pactuada a um demônio de nível 3. Por conta deste pacto, ela conseguiu poder e longevidade. A contrapartida era fornecer almas jovens, como você bem percebeu... 
 
Seward, olha bem para Vasilli enquanto fala. Ele então continua:
 
Arrow Você foi o responsável por isto. Você deteve aquela ameaça. Mas essa foi a sua primeira caçada e isso me fez pensar em qual seria o motivo pra você ter começado... Eu sinto muito por sua irmã... Ela parecia uma caçadora promissora... Chegou a chamar nossa atenção o suficiente para entrar em nossos registros, mas não chegou a ser recrutada a tempo... As informações coletadas pela Associação Belmont são sigilosas, mas são abertas aos membros. Caso você consiga se tornar um, talvez possa encontrar algo em nossos registros que ajude em sua busca por respostas.
 
Na sequência, apareceu na tela da TV imagens de Jack Walker sentado numa sala. Seus movimentos lentos denunciando que ele estava sobre efeito de medicamentos pesados. Sentado à frente dele, um psiquiatra falava:
 
cyclops  Você tem feito um grande progresso nesses últimos anos, Jack. Deixou pra trás os devaneios e fantasias sobre o assassinato daqueles que abusaram e agrediram você. O fato de compreender hoje que os monstros que seu tio relatou e que você assimilou como reais são na verdade mitos e representações de seus sentimentos, é algo significativo!
 


Jack deixa um fio de baba cair enquanto olha para o homem. Ele murmura um obrigado pouco antes do enfermeiro chegar e o levar para a enfermaria novamente. O psiquiatra então se senta e começa a escrever, sendo interrompido por forte vento que escancarou a janela. O homem se levanta e começa a falar com o que quer que estivesse do lado de fora da janela. 




cyclops Ele não sabe mais o que viu! Ele está acreditando no que nós queremos! Eu estou fazendo tudo de acordo com o que o senhor me pediu! 





De repente, o psiquiatra lembra da câmera e corre para desligá-la. 




***




Arrow Alguns dias depois, você parou de tomar os medicamentos e em duas semanas escapou do asilo. Três semanas depois, um dos nossos grupos de caçadores esteve investigando um suicídio misterioso no asilo e descobriu as gravações. A vítima é o homem falando com você no vídeo, Sr. Walker.





J.J. faz a tela começar a exibir a cena do último (e talvez único) exorcismo feito por Omar Kayan. Seward assiste a tudo, e após o término diz:




Arrow Ao contrário de seus programas anteriores, neste vídeo não há truques de som, levitação feita com cabos ou mesmo atores obscuros com péssimas interpretações. Talvez apenas um, não é Sr. Kayan? Prefere que o chame assim ou há outro nome com o qual o senhor prefira ser chamado aqui?





J.J. arqueia a sombracelha e olha para Seward, mas não o interrompe.




Arrow Você sabe o que aconteceu ali? Sabe realmente que porta foi aberta naquele dia? Você tocou o mal e o feriu de verdade. E é hora de aprender que o mal é extremamente vingativo... Você vai precisar de proteção e só a terá a medida que souber no que está se metendo e como lidar com as forças que agora lhe conhecem e sabem de seu potencial. Além do dinheiro, nós podemos lhe dar proteção e conhecimento. Suas atividades fora daqui não nos importam. Apenas exigimos discrição enquanto estiver em atividades vinculadas a nós.



Ele então se vira para Blake e diz:


Arrow Sei que o senhor não tem muitos questionamentos, mas posso lhe assegurar que sua participação aqui honra em muito a memória de seu pai. Cliford Jones trabalhou conosco durante um longo tempo até sucumbir em um caso... Ter você aqui, por seus próprios méritos, seria uma honra para nossa organização.



Por fim, ele se volta para Tanaka e Masbeth:


Arrow Suas falas são um tanto quanto complementares, senhores. Sr. Tanaka, o senhor está certo ao questionar o tempo de existência de nossa organização e a relevância dela em sua caçada. Na verdade, não lhe menti quando disse a Associação Belmont existe há cerca de 2 séculos. O que eu talvez tenha omitido até este momento é que antes dela a família Belmont já estava envolvida na caça aos terrores do oculto. O início da história dessa linhagem remonta às cruzadas, quando o primeiro dos Belmont se juntou à organização dos templários. Mais do que um grupo de cavaleiros religiosos, eles foram a primeira linha de defesa do ocidente contra estas ameaças, em 1119. Alguns destes cavaleiros chegaram a agir durante a inquisição, conseguindo identificar entre tantos inocentes casos reais de ameaças. Depois de algum tempo, os Belmont iniciaram um clube de caça que ao longo dos anos se manteve de forma autonoma, até que tais clubes começaram a cair em desuso. Foi neste período que a Associação foi criada.



Ele então continua:


Arrow A igreja manteve sua contribuição com nossos esforços, assim como outros grupos e clãs, recomendando candidatos para ingressar em nossas fileiras, tal qual está acontecendo nos casos dos senhores. Devo admitir que sua participação aqui não deve ser encarada como uma imposição e que cada um de vocês pode ir embora neste exato momento, mas nenhum de vocês está aqui sem um motivo específico. Tampouco, nenhum de nós tem tempo disponível para desperdiçar com fábulas e pegadinhas. Aliás, se já se cansou de procurar câmeras, pode se sentar sr. Walker?



Seward percebe o silêncio de Stone e diz:


Arrow Não sei se devo interpretar seu silêncio como concordância ou dúvida. Mas preciso saber se o senhor está dentro, para que possamos prosseguir.



Após todos se pronunciarem, ele dirá a J.J. para entregar a cada um uma pasta com informações sobre uma comunidade judaica no norte dos EUA. Após a entrega, ele dirá:


Arrow A partir deste momento, nós iremos começar o teste de vocês. Um teste de campo. Então preciso de total atenção de vocês. Há uma série de mortes estranhas registradas nesta área. Corpos com evidência de força física superior à esperada em um ser humano no ápice de sua forma. Sua missão de teste será investigar o que está acontecendo. Antes de partirem, J.J. poderá esclarecer suas dúvidas sobre o caso e lhes encaminhar para o nosso "almoxarifado".



Ele se senta, dando espaço para que a mulher assuma a reunião.
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Nasinbene

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Sex Dez 16, 2016 3:14 pm

- Humm?

Ao ouvir Seward se dirigir a ele, Abraham levanta os olhos do livro que lia avidamente e olha todos os presentes ali como se apenas agora estivesse notando as suas presenças. Ele olha por cima dos aros dos óculos de leitura e se levanta, pousando o livro sobre a cadeira em que estiveram sentado. Na capa, de couro aparentemente muito antigo podia-se ler o título em latim Malleus Malificarum. Abraham tira os óculos, guarda-os no bolso e então finalmente se pronuncia:

- Peço desculpas, sr. Seward, as vezes me distraio quando estou absorto em minhas pesquisas. O Malificarum não é exatamente o livro mais brilhante no que diz respeito ao trato das forças ocultas, mas tem algumas informações relevantes se souber procurar.

Abraham então dirige-se aos demais, visivelmente embaraçado pela sua indelicadeza:

- Gostaria que me perdoassem também, senhores. Devem entender um homem velho tem seus hábitos e quanto mais velhos mais difíceis de serem abandonados. Embora eu não estivesse prestando atenção diretamente, ouvi seus relatos subconscientemente. Algo muito útil quando se é um bibliotecário, devo dizer. Me chamo Abraham G. Stone, e sou Bibliotecário Chefe da Biblioteca Pública de Nova York. É um prazer conhecer a todos.

Abraham olha então diretamente para Seward, com olhos que brilhavam como os de um rapaz de vinte anos. A força daquele homem definitivamente estava em sua mente, isso era perfeitamente visível. Ele então diz ao seu anfitrião:

- E sim, senhor Seward. Se tem, de fato, toda a informação que diz possuir a respeito do oculto, pode contar comigo entre seus fileiras...
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ricardo sato

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Sex Dez 16, 2016 5:09 pm

Vasillias ainda pensava em como a sua impressão daquelas pessoas serem estranhas continuava tão ou mais forte como no início,mas agora misturado a isso havia duas coisas,a primeira uma certa admiração e familiariedade,não estava só enquanto saía de encontro a escuridão,mesmo que caísse alguém ainda podia procurar e continuar seu trabalho e a segunda a realização de que ele próprio apesar do que fazia parecer era estranho,quantas festas havia perdido metido em criptas,esgotos e florestas,só com duas facas,livros e uma pistola,quantas teses havia parado para encontra-se com espíritos e monstros...quantas.

Foi quando Seward desceu a nova tela,Andrei apenas olhou quando sua atenção foi chamada e a partir de então era como se estivesse parado no tempo,por todo a fala do homem,apesar de ouvindo ele não se movia,olhos vidrados,cigarro entre os dedos ao lado da face,mão esquerda no bolso da calça,sob o braço a pressão do cabo de prata do punhal agora fazia uma marca em sua pele pela pressão.Um Andrei mais jovem teria ficado furioso,teria exigido respostas apesar de ter recebido autorização para buscá-las,esse Andrei apenas ficava lá,hipnotizado pela sua linha de raciocínio,a compostura de um cirurgião...mas o olhar de um maníaco que abriria seu peito só pra saber o que tem dentro.

E assim ficou até Stone terminar de falar e trazê-lo devolta,o cigarro caiu ao chão sem querer,seguido por uma bota para apagá-lo com um som de eco no chão de madeira um pouco mais alto do que deveria,indicando certa força por trás.Ele então abaixou-se,pegou o que restou do cigarro e buscou um cinzeiro ao redor para depositá-lo.Ao erguer-se porém o início de uma gargalhada escapou alto de sua garganta,apenas a primeira nota e só com ela era perceptível que seria uma gargalhada triste,exaperada e irônica no máximo.

-HÁ...

-É...é,eu pedi por essa...pedi por provas e recebi,não dá pra negar,gostando ou não uma resposta é uma resposta,é conhecimento,é a única coisa que eu busco.
-Bem,bem então vamos lá,tenho muitos arquivos para ler quando/se voltar.

Lembrando-se da coincidência,Vasillias bate as cinzas na calça para limpar a mão e com um sorriso dessa vez genuíno a estende ao bibliotecário.

-É um prazer conhece-lo senhor Stone,sei bem como é ficar absorto no trabalho,se tiver tempo devia vir a biblioteca de princeton,sou apenas um assistente mas com certeza poderia lhe dar um tour pelas partes mais interessantes.
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scorpion

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Seg Dez 19, 2016 4:44 pm

Não havia mais muito o que se falar naquele momento.
Jhonathan Masbeth era um homem que sabia a hora de se calar para ouvir, afinal... isso era o básico de se ter em um confessionário, certo?

Na verdade, o vídeo mostrou o porquê de todos estarem ali, mas não mostrou nada de muito impressionante. Ninguém ali salvou o mundo ou desceu ao inferno e esbofeteou Satã na face... mesmo assim, se estavam ali era porque a Ordem confiava neles e confiança era o básico para sobreviverem nestas empreitadas.

Padre: Não me entenda mal, meu caro. Não estou aqui contra a minha vontade. Se é a vontade de Deus que eu esteja aqui, então eu aceitarei a minha missão.

Dizendo isso, calou-se. Que os outros falassem, se quisessem. Ele apenas abriu a pasta e a leu com certa calma e cuidado para não perder informações.
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Speedy

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Ter Dez 20, 2016 1:26 am


Cristina: -Vamos, Jack... Sou sua irmãzinha... obedece... Issooo... quietinho!

Eu queria me soltar, mas os dois namorados dela me seguraram com força. Ela parecia feliz com aquilo, as mãos dos cretinos pareciam pesadas e onde seguravam a dor era como de garras rasgando minha pele... Por que ela fazia isso? Ela me odiava tanto...

Jack: -Cris...Não, por favor...

Cristina: -Eu quero, Jack! Eles vão fazer isso porque eu quero. Eu sou quem comanda, entendeu?  

Vadia maldita... Fico feliz que você esta morta... O tom da voz dela me parece igual meu analista...


cyclops Você tem feito um grande progresso nesses últimos anos, Jack. Deixou pra trás os devaneios e fantasias sobre o assassinato daqueles que abusaram e agrediram você. O fato de compreender hoje que os monstros que seu tio relatou e que você assimilou como reais são na verdade mitos e representações de seus sentimentos, é algo significativo!

Saio da sala... levado por enfermeiros, horas depois estou em uma cela com um fumante inveterado. Pelo amor da luz elétrica, como eu odeio cigarro! O velhinho me lembra a atriz Dercy Gonçalves de tanto que xinga, ele começa com um papo carola que a moral americana esta morrendo porque as pessoas não rezam e pelo que ele chama de "gayzismo comunista".

Astrolavo de Carvalho: -Você veja, o nosso médico trabalha com a ditadura gayzista dos grupos do Arco-íris. Você veja, é tudo um plano comunista...Não que os comunistas saibam, mas eles trabalham para Satanás. Eles, os Iluminatti e todos que são ateus, no fundo estão executando um plano do demônio para ateizar a humanidade e leva-la para o inferno!

Esse cara e´doido, ficava falando que meu Mapa Astral indicava que eu era simpático ao Forró de São Paulo, entre outras coisas malucas.

Esse mundo é um lugar terrível... Por quê não posso piora-lo?

Para isso preciso sair daqui...

Agora sei que dos meus dois piores agressores ambos estão mortos. Achei que não teria boas notícias na vida tão cedo!
Eu ainda ouço a risada da minha irmã, enquanto eles me seguravam e as amigas dela vinham... E eles... Ela mandava em todos... Ela conseguiu por alguma razão ser a rainha da rua.


Cristina: -Hehehe... Isso, meninos... Muito bem! hehehehe, tá gostando Jack!? Hahahaha...

Eu sinto um arrepio em minha espinha, pensando nos dois me torturando, depois o sujeito que ia consertar minha mente parece estar no mesmo jogo desses caras desse show aqui. O "padreco" começa com um sermão dizendo que o último show de Oman foi real! Eu tenho vontade de esgana-lo, já começa que ele vive da ingenuidade de pessoas que creem no "Papai do Céu" pouco depois de perderem sua fé no Papai Noel e Coelhinho da Páscoa... Curiosamente os três são invenções da mesma igreja!

Odeio sacerdotes.

Jack Walker: -Conversa! Eu atiro pedras porque não reconheço sua lei, logo não tenho cometido pecado! O inventor do cristianismo Saulo de Tarso disse que não vivemos debaixo da lei e sim da graça. Não me interessa nem a condenação e nem o perdão do seu deus morto pelas regras arbitrárias que vocês inventaram. Desculpe, mas o inferno com o que você ameaça suas ovelhas não me assusta, Pastor...

Olho nos olhos dele.

Jack Walker: Exorcismo é uma mentira... Assim como Anjos e Demônios. Pra quê esse tom hipócrita diplomático de falsa "Humildade"...? Tá querendo virar Papa, é?

Eles levantam vários problemas, que cada pessoa aqui dentro parece quase tão problemática quanto eu.
Que raios esta acontecendo?

Coço o queixo pensativo, tem muita coisa errada nisso aí.

Ele esta dizendo meu médico se matou?
Eles conhecem meu método de observação...?

Observação...

Quando penso olhar, meu cérebro transporta-me à infância... Cristiana me olhando... ódio...

Sempre encarei as mesmas técnicas que aprendi de escapismo com o nipônico Shusui Kotoku e seu número com uso de guilhotina, há sempre uma forma de ficar em posição externa ao ataque...

O bibliotecário esta envolvido com Malleus Malificarum, não o li, mas pelos relatos que vi era só mais um livro que a Inquisição decidiu por em seu index!

Talvez o mais famoso, Abraham responde como se alguém devesse levar o livro a  sério.

Não acho câmeras, mas até hoje não é difícil de oculta-las hoje em dia em um lugar invisível.

Só que as imagens do meu ex-analista me assustam, mas penso que eles podem ser fanáticos, porém aconteceu um crime disfarçado de mistério.

Jack Walker: - Não acredito nos seus deuses, nem nos seus demônios. Eu já tenho os meus para lidar. Vocês tem alguma ideia de quem estava nesse vídeo com ele?

Eu só preciso saber disso. Enquanto me recordo de Jacó e Terry... Me disseram que eles estavam no funeral da minha irmã, que eu não fui... Não foi difícil conseguir o endereço deles poucos anos depois. Eles se casaram em Los Angeles... Olavo me disse que faziam
parte do que ele chama de "Corporação" e portavam arco-íris.

Quando minha irmã adoeceu, eles já tinham deixado o bairro. Que bom, os desgraçados talvez a tivessem salvo...



Eu os segui de carro até onde moravam...
Isso faz tantos anos...
Sei que deveria.
É disso que se trata esse lugar, vingança?
Eles querem sangue de alguém... Morte...
Tanto faz... morrer ou matar.

Jack Walker: -Andrew Seward, ao pensar que tipo de armas vocês podem guardar aqui eu me sinto como seu eu fosse um anarquista adolescente.

E sorrio, quem sabe possa ter alguém em quem eu atirar.
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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Ter Dez 20, 2016 2:08 pm

Kazuya ouviu as informações passadas por Seward. Olhou o vídeo com atenção... Não gostou da ideia da organização ter vídeos pessoais daqueles que foram convocados. Parecia mais um alistamento obrigatório do que um convite... Se Seward tivesse algum vídeo sobre o próprio Tanaka, o mesmo iria decapita-lo como forma de um lembrete...

Mas Seward não mostrou nenhum video sobre Tanaka, ao menos por enquanto. Tudo o que disse foi apenas um embasamento de que a Belmont existira desde a epoca das cruzadas. Uma tentativa de nivelar a organização no mesmo patamar que o seu clã. Talvez fosse verdade, talvez não. Mas agora não era hora para questionamentos. De uma certa forma, era importante ele estar ali e participar daquilo para mostrar seu valor, é isso o que ele faria. Mas se sentisse algum tipo de manipulação da Belmont ou até mesmo insubordinação, Kazuya iria dar as costas para aquilo sem pensar duas vezes...

Logo Seward entrega as pastas com informações sobre mortes estranhas em um condado judeu proximo daquela região. Uma prova de campo, um batismo de fogo. O que era ótimo, chega de falação... estava na hora de todos porem suas habilidades em pratica... Inclusive o velho que acabara de chegar, que demonstrava sabedoria porém atrasos demonstrava uma certa falta de compromisso...
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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Ter Dez 20, 2016 4:51 pm

Johnathan Masbeth apenas olha nos olhos de Jack e sorri. Sim, um sorriso meio debochado que ele talvez não esperasse de um padre. A boca meio torta para o lado como se disesse "nossa... alguém aqui está tentando mostrar que tem testosterona". O homem era quase que uma piada pronta... ele sequer sabia algo do sobrenatural e ainda acreditava em "anarquia". Era mais provável que Adão e Eva tivessem sido seduzidos por um ofídio falante com uma maçã na boa e que usassem plantinhas para tapar o sexo do que aquela forma de governo que ele pregava. Mas era bom deixar aquilo quieto... seria um pecado muito grande terminar o discurso ali e arruinar as fantasias juvenis de Jack.

Padre: É uma opção sua, irmão. Deus acredita em você, quer você queira, quer não...

Agora era a vez de Jhonathan olhar nos olhos dele. O pobre coitado achava que conhecia alguma coisa da religião. Alguém aí andou lendo livro de pensadores ateus demais... ou talvez tudo que Jack sabia foi o que leu em livros do Dan Brown e seus seguidores enquanto cagava em alguma pocilga.

Padre: ...mas quando as coisas que você diz não acreditar caírem sobre nós. Quando o que a sua mente "sã" visualizar o que não deveria ser visualizado pelos mortais... quando você não puder mais recorrer às suas armas, punhos e nem a um mísero pedido de misericórdia dos nossos inimigos, então...

O sorriso fica ainda mais debochado.

Padre: ...então talvez você entenda. A boa notícia pra você, meu irmão... é que nunca é tarde demais para se arrepender. Mas você talvez descubra isso logo.

Volto minha atenção para os documentos.
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Drako

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Qua Dez 21, 2016 4:23 pm

Omar esperou pacientemente os ali presente terminarem seus discursos. Ele nunca tinha visto uma coleção tão grande de pessoas com o nariz tão empinado quanto aquela, o que incluía o próprio Kayan. Apoiou o queixo na mão e o cotovelo no braço da cadeira e aguardou. Ouviu o padre falar dele, mas apenas expressou um sorriso.


Por algum motivo que ainda não tinha entendido, a maioria das pessoas ali gostavam de dizer afrontas a ele. O único que parecia não julga-lo era o velhinho perdido em seus pensamentos. Pensou em chama-lo de vovô. Apesar de Omar ter mais de 50 anos ele ainda se achava um meninão.

J.J. então resolve responder suas perguntas. “Nenhuma criatura que me chamou assim continua viva. ” Diz ela. Fez apena a pose do meme “Ui!” do Neil DeGrasse Tyson. Mas nada falou sobre o cachê. Ela começa então novamente uma apresentação de Slides, enquanto Seward vai falando sobre os presentes. Na vez do Jack Walker, Omar não se conteve.

Omar: Então ele é maluco? Faz sentido, faz sentido.

Quando chegou o momento de Kayan, o homem diz um monte de coisas da qual ele não deu bola, mas algo lhe trouxe de volta a atenção. “Prefere que o chame assim ou há outro nome com o qual o senhor prefira ser chamado aqui?”

Omar: Até gostaria que ela ali me chamasse de alguns nomes, mas eles só podem ser ditos entre quatro paredes.

Sorriu e aguardou ele continuar seu discurso. Falou sobre vingança do mal, proteção, dinheiro, conhecimento e discrição.

Omar: Não se preocupe, serei discreto quanto a nossa relação. Fiquei curioso para ver o que esse grupo de doidos pode fazer. Deu-me até uma ideia nova para um reality show! “Caçadores do Oculto” será o nome. Juntarei um monte de desajustados para caçar seres sobrenaturais, enquanto eu, o magnânimo Omar, serei o apresentador. Já até sei para qual emissora vender a ideia. A vinda aqui valeu a pena. Quando começamos? Onde eu assino o contrato?

Seward então explica qual será o teste deles. Nisso, Walker e o Padre começam a discutir crenças. Kayan inicia um bater de palmas enquanto eles discutem, até que olham para ele

Omar: Oh, desculpem-me. Estava batendo palmas para ver se o sr. Walker dançava. Pelo visto não és tão maluco assim. —Omar finalmente se levanta. —Porém, não foi o nosso companheiro biruta que me chamou atenção aqui, mas sim o senhor, meu querido eclesiástico.

Kayan leva as mãos aos bolsos e anda ao redor do padre.

Omar: Não pelas suas crenças, pois elas se adequam perfeitamente ao que eu espero de um presbítero como o senhor. O que me deixa curioso é o tom com que falas com seus semelhantes. Muito escárnio e deboche vindo de um servo de Deus. Vejamos como nosso dicionário descreve a palavra “deboche”.

Do bolso ele tira seu celular, tecla na tela uma busca no google.

Omar: Aqui está. “Deboche: Ação ou efeito de debochar. Ausência de regras; má conduta, devassidão, libertinagem. ” E que tal escárnio? “Troça; zombaria; mofa; menosprezo; desconsideração.”

Ele então guarda o celular no seu bolso novamente.

Omar: Essas definições se encaixam bem no que a maioria considera como pecado. Seria então de bom grado um servo do senhor Meu Deus e Jesus, nosso salvador, usar de tons tão ofensivos com o próximo? Ainda mais se tratando de um pobre coitado que certamente tem problemas mentais? Creio eu que não. Mas talvez seja apenas um devaneio de minha pessoa, e o vaticano e sua ordem não tenham problemas como seus padres tratam seus semelhantes. Afinal de contas já tivemos até Papa nazista, não é mesmo?
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Leo Rocha

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Qua Dez 21, 2016 10:15 pm

Abraham se pronuncia finalmente, revelando que se encontrava dividido entre a leitura de uma das obras místicas e o conteúdo da reunião. 
Seward apenas diz:

Arrow É compreensível... São essas habilidades que nos chamaram a atenção no senhor. E a julgar por essa chama em seus olhos, parece que temos não só a sua colaboração, como também sua curiosidade.

Assim que Seward passa a palavra a J.J., Masbeth e Walker começam uma discussão, seguidos por Omar Kayan. J.J. simplesmente bate com sua pasta contra a mesa e diz:

Arrow Não temos tempo para esse tipo de coisa. Como Seward disse, vocês estão aqui por suas habilidades. Algumas dela envolvem a fé e outras a falta dela. O mínimo que se espera é que vocês compreendam isso e aprendam a lidar com a situação. 

Ela respira fundo e diz:

Arrow Como vocês podem ver nas pastas entregues a vocês, temos em nossas mãos uma série de mortes suspeitas. Na verdade, temos quatro mortes com as mesmas características: os indivíduos foram desmembrados, aparentemente sem uso de equipamentos para isto, os locais das mortes se encontravam totalmente destruídos evidenciando uma ação extremamente violenta. Devido o estado dos corpos, a perícia da polícia local está levando um tempo para identificação das vítimas, mas até o momento não houve nenhum acionamento para busca de desaparecidos no período.

Ela ajeita o rabo de cavalo enquanto fala, em seguida, olha para o relógio e diz:

Arrow A missão de vocês é encontrar nosso contato na polícia local, Jacob Baker, e verificar se estas mortes estão associadas a alguma ocorrência sobrenatural, ou seja, se é algo que interesse à Associação Belmont. Jacob acompanhará de perto suas ações. Ele é simpático às nossas atividades, além de ser policial e pertencer à comunidade, o que ajudará bastante uma vez que essa é uma comunidade bem fechada.

Seward observa atentamente a J.J. e aos demais, como se estivesse apenas acompanhando a distribuição de uma tarefa administrativa. A mulher continua a falar:

Arrow Como sinalizado por Seward e enfatizado por Walker, vocês terão acesso, ainda que limitado, ao nosso almoxarifado. Lá poderão escolher armas que os ajudem na missão. Lembrem-se que nesta missão serão permitidas apenas duas armas pra cada um de vocês e que vocês precisam considerar a utilidade dessas armas e a forma como elas podem ser vistas e compreendidas pelas pessoas que interagirão com vocês.

Ela fecha a pasta com delicadeza e firmeza, dizendo:

Arrow Se não há mais dúvidas, vamos passar no almoxarifado e iniciar a missão. Vocês tem exatamente 48h para trazer os resultados da investigação.

****

Bairro judeu:

O grupo desce da van com o logo da associação e se dirige ao restaurante que se encontrava à frente. Assim que entram são recebidos pelo policial Jacob Baker, que os cumprimento um pouco ansioso.



Arrow Boker Tov! Obrigado por virem! Parece que temos um caso que interessa a vocês da Belmont. Esses esquartejamentos estão tirando o sossego da comunidade... Nos últimos vinte anos, os maiores problemas que se registraram na polícia local foram alguns desentendimentos familiares e dívidas a serem cobradas. E de repente isso! Logo após as mortes envolvendo tráfico de drogas... Então vocês podem entender o quanto estamos ocupados por aqui...

Ele cumprimenta um casal que passa próximo à mesa e continua:

Arrow Conseguimos identificar 3 das vítimas e são membros "pouco fiéis" da comunidade, se é que me entendem... Suas famílias moram por aqui, mas eles não parecem seguir os preceitos. Dois deles já foram detidos em outras situações por uso de drogas, agressão e assaltos. E então? O que vocês querem fazer pra começar? Eu irei acompanhar vocês durante as investigações para facilitar o diálogo com a comunidade, então, estou à disposição.
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Caolha

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Qua Dez 21, 2016 10:51 pm

A expressão que Blake esboçava ao ouvir que seu pai ficaria orgulhoso era difícil de decifrar. Será que saber que ele ficaria orgulhoso realmente significava algo quando nem o conhecera? E.. uma dessas coisas foi que acabou com a vida dele.

Era um misto de sensações. Não era como se quisesse ser como ele, ausente, embora involuntariamente seguisse seus passos cada dia mais. Será que seu pai era também péssimo em interagir com outras pessoas?

Sim, eu já estou divagando. O que eu quero dizer é que isso aqui não tem a menor chance de funcionar.

Antes que pudessem ter mais informações sobre a missão, aparentemente tudo se torna uma discussão sobre crenças. Não me levem a mal, eu adoraria discutir sobre teologia, metafísica, ou mesmo o tempo com vocês cavalheiros. Certo, não. Mas enfim, existe algo desmembrando pessoas a solta por aí, eu realmente penso que não seja hora para essas coisas. Aparentemente J.J pensa o mesmo.

Blake, ainda sem esboçar maiores reações, apenas percorria as páginas da pasta com os olhos. Os olhos se estreitavam um pouco ao analisar as fotos dos corpos, dificilmente aquilo seria um crime comum. O que teria força suficiente para arrancar os membros de um ser humano?

Uma infinidade possibilidades, na verdade.

Chamava a atenção o fato de que ninguém havia reclamado o desaparecimento daquelas pessoas. Talvez tenha atacado moradores de rua, ou.. Se era em uma comunidade fechada, como J.J. dizia, era improvável não terem dado falta de um integrante, se fosse o caso...

Droga, era difícil ter um panorama por fotos. Mas muitas coisas passavam pela sua cabeça.

Finalmente eles encerravam aquela reunião. Partiriam em seguida, após os outros se armarem.

- Eu trouxe meu equipamento, obrigado. - Diria para J.J e Seward, antes de se dirigir até a van e aguardar os demais.

----

Logo estavam no restaurante para encontrar o policial que era o contato da Belmont. Ele dizia algumas informações que Blake julgava importantes para entender o contexto daquilo.


- Meu nome é Blake Jones, prazer. - o inglês se apresentava estendendo a mão para Jacob Baker. Prestava atenção a cada palavra da narrativa dele, tinha esse costume de tentar montar o quebra-cabeça mesmo que não tivesse todas as peças...

Houveram outras mortes antes. Só que aparentemente se tratava de uma questão de tráfico de drogas, então obviamente eles não contataram a Belmont. E... Havia algo em comum entre os assassinados. Talvez uma infeliz coincidência? Nesse ramo é meio difícil acreditar em coincidências.

- Podemos ir até o local onde os corpos foram encontrados?
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Nasinbene

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Qua Dez 21, 2016 11:05 pm

Abraham Stone pega a pasta oferecida por J.J., enquanto ouvia atentamente o que os demais diziam. Tinha se distraído demais nos últimos momentos e isso definitivamente poderia ser considerado rude. Não conhecia aquelas pessoas, mas tinha certeza de que rudeza não era a melhor forma de conhecer alguém.
Se via pensando nisso quando o jovem bibliotecário de Princeton o cumprimenta. Aperto de mão firme, dizia muito sobre a personalidade do rapaz... "Nunca confie num homem com aperto de mãos frouxo", seu pai costumava dizer. Abraham, apesar de magro, retribui o forte aperto, sorrindo também, enquanto responde com simpatia para o rapaz:

- O prazer é meu, senhor Vasillas. E por favor, me chame de Abe. Meus poucos amigos me chamam assim, gostaria de poder contar com o Senhor entre eles quando tudo isso terminar. É muito reconfortante saber que os jovens ainda entendem a importância de uma boa leitura. Agradeço imensamente seu convite, embora a biblioteca de Princeton seja uma velha conhecida minha. O velho McCrood ainda comanda o lugar? Homem fascinante... o conheci quando pesquisava sobre de um velho tomo de feitiços, no verão de 1982... deveria falar com ele, tem um conhecimento invejável sobre as artes ocultas... Mas diga-me, Sr. Vasillas, houve alguma nova aquisição digna de nota nesses últimos 34 anos? Deus, já faz tanto tempo... às vezes perco completamente a noção do tempo... deve entender, eu presumo...

Percebendo que estava novamente tagarelando (algo que Abraham tinha o hábito de falar demais quando se empolgava com algum assunto), o velho bibliotecário finalmente se cala, voltando sua atenção para o arquivo que tinha em mãos. Uma comunidade judaica, vários mortos... eram tantas as possibilidades...
Abraham então se volta J.J., tentando entender no que estava se metendo:

- Senhorita, o que mais poderia nos dizer sobre o caso? Alguma particularidade regional, algo que ajude um velho a fazer as ligações corretas no seu cérebro?
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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Qui Dez 22, 2016 12:56 am

Finalmente o festival "Quero ser John Constantine" acabou. Tirando o bibliotecário e Blake, todos os outros pareciam gostar de bancar os fodões que tinham a última palavra. Beirava ao ridículo... senão medíocre. Melhor deixar aquilo quieto...

Johnathan foi até o almoxarifado e se armou. Pegou uma escopeta de cano duplo, mas antes pediu que o rapaz do almoxarifado serrasse o cano da espingarda para aumentar o efeito à curta distância. Pegou também uma pistola militar, um kit médico e seus equipamentos eclesiásticos.

Foram então até onde estava o contato e Johnathan só o cumprimentou com a cabeça. Ele então deu detalhes sobre o caso que iriam encontrar em alguns já se adiantavam pedindo detalhes. Não adiantava chover perguntas pelo cara.

Padre: Testemunhas? Alguém que ouviu algo estranho? Quem achou os corpos?
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ricardo sato

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Qui Dez 22, 2016 2:08 am

Continuava a conversar com o senhor Stone enquanto alguns dos outros começavam uma discussão sem sentido,o que importa em que se crê?Andrei acreditava a seu próprio modo,era cristão,acreditava em uma força maior que exatamente por ser cristão chamava de deus,mas não era praticante,gostava de pensar que algo olhava por ele,mas nada esperava,fazia seu próprio caminho.Deixando de lado a discussão dos outros ele aguardava coisas mais importantes,enquanto processia em responder ao bibliotecário.

-Bem senhor Stone,o velho MacCrood continua lá,mas já passou muitas de suas responsabilidades para frente,hoje em dia ele só faz o que quer,eu mesmo não sabia que ele se interessava tanto pelo oculto,raras vezes o vi pesquisando livros próximos ao assunto...quanto as aquisições posso mandar uma lista para o seu e-mail....mas já tem um tempo que descobri que as melhores coisas acabam ficando um bom tempo fora da lista.
-As doações demoram um pouco para serem catalogadas e as vezes necessitam de restaurações,algo em que tenho me envolvido cada vez mais e considerando a idade,histórico de alunos e prestígio da instituição,o senhor não ficaria surpreso com a quantidade de tesouros ignorados que acabam chegando lá como curiosidade.....

Logo a senhorita interrompe a briga que agora tinha três lados e também a conversa de Vasillias,chegam a triste realidade do perigo que enfretaríam...não que já não estivesse acostumado,Andrei sempre tinha uma faca,sua pistola 9mm e o punhal de prata para o caso de uma emergência mas chegando ao armorial e tendo uma idéia da força que enfretariam ele decide  deixar suas armas no carro e trocar sua faca por um punhal escocês e sua pistola 9mm por uma pistola pesada,levaria também um colete leve para por sob as roupas e se possível algumas granadas químicas.....o punhal de prata porém nunca era deixado para trás.

--------------------------------------------------------------------------
A viagem é curta e logo encontravam com o contato que parecia bem disposto a ajudar,Andrei decide não perder tempo então.

-...Bem,embora seja uma possibilidade não podemos afirmar que as famílias decidiram não informar os desaparecimentos sem antes nos certificar de que as vítimas não tinham histórico de passar grandes períodos sem contato,ou se deveriam estar fora da cidade.

-Gostaria de acesso aos arquivos da cidade em especial sobre história de sua fundação,crimes mais notórios e sobre lendas,gostaria também de ser informado sobre grupos privados de preferência de cunho religioso que se encontrem fora da igreja ou grupos anti-religiosos.

-Preciso também de acesso aos objetos eletrônicos encontrados perto das vítimas mesmo que danificados,talvez possa encontrar ou resgatar algum arquivo.....se possível também gostaria de saber se as vítimas tinham idade aproximada ou se tinham algum lugar em comum que frequentavam.

-E mais uma pergunta,os locais dos crimes eram isolados?Apesar de toda brutalidade sugerir um ataque "selvagem",os danos não terem se espalhado descontroladamente além das cercanias das vítimas indica algum controle,seja do próprio atacante ou de alguém que o pudesse comandar....se tiver imagens das ruas na hora dos ataques também seria bom,se as ruas não sofreram danos talvez alguma forma de transporte esteja envolvida.
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Speedy

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Qui Dez 22, 2016 10:34 pm

Ao que parece as pessoas aqui realmente acreditam no esta dizendo, o que é completamente insano... E quando acabar o maluco sou eu.

Seward fala que minha falta de fé é tão importante quanto a fé deles. Será que realmente isso não é um programa de televisão? Temos um herdeiro dos caçadores, um erudito e um rapaz que também esta perdido sobre a irmã!

Já era de se esperar que a arrogância dos meus companheiros confundisse meu ponto de vista com essa mesma prepotência que possuem. Embriagados em vaidade, especialmente o padre, todos tentam zombar de mim e dos problemas que eu sofri, fico imaginando porque esses cretinos ditos "defensores da humanidade" estão aqui, provavelmente para satisfazer seus egos.

Eu deveria lembrar que não posso opinar sobre os "amigos imaginários divinos" de alguém, porque já que os deuses não existem, seus representantes e inventores se sentem perdidos com essas falas e levam para o pessoal. Do que esperar de alguém que acredita em Adão e Eva com uma cobra falante?

Fico surpreso que o sacerdote conseguiu ser mais arrogante que Oman, de fato tamanha megalomania isso é um esforço para poucos. O "Charlatão" depois se mostrou gentil com o senhor estudioso e perdido em pensamentos... Tenho pena do rapaz que fala sobre a irmã dele, tento sentir alguma empatia pela minha, mas isso se foi há muito tempo. Oman não perde tempo e começa com ironias sobre minha sanidade.

Esse playboyzinho não sabe onde eu cresci! Aqui não se aceitam ofensas, é bom ele passar a dormir com um olho aberto a partir de agora. Tento não mais discutir com gente vaidosa igual o sacerdote e o Oman... Penso que ser " mentalmente sadio" num mundo onde sanidade é crer em homens invisíveis em nuvens e unicórnios quase me dá orgulho de ser maluco.

Orgulho...

Quem passou pelo que passei, não tem orgulho de nada, sequer de estar vivo.

Padre: ...então talvez você entenda. A boa notícia pra você, meu irmão... é que nunca é tarde demais para se arrepender. Mas você talvez descubra isso logo.


Meu irmão bufando ainda me assombra, ele me mandando me arrepender e me socando.

Pego uma faca e peço pela granada de fósforo branco.

===========================================================

Eu cruzo os braços e os ouço falar. Ao que parece meus aliados já estão fazendo todas as perguntas, aquilo tudo é muito obscuro... Quem seria o maníaco que estaria fazendo isso?
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Nasinbene

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Sex Dez 23, 2016 12:30 am

Ao chegarem à comunidade, o grupo é recepcionado pelo policial Baker, que se mostra muito solícito. Stone ouve com atenção às perguntas que todos dirigem ao oficial, assentindo com a cabeça em alguns pedidos, especialmente os feitos por Vasillas. Assim, Stone calmamente se posiciona ao lado do policial, de modo que pudesse ser ouvido por todos. Limpa o pigarro da garganta e então diz:

- Muito bem, creio que precisamos estabelecer um modus operandi aqui ou nos veremos correndo em círculos. Se me permitem a ousadia, creio que tenho uma solução que pode nos ajudar a resolver esse caso rapidamente. Não me entendam mal, não pretendo dar ordens a ninguém...é só a mente analítica de um velho tentando resolver a questão...

Stone espera que todos assimilem a idéia, afinal não é agradável um velho desconhecido começar a dar ordens a todos. Após alguns segundos, Abraham finalmente continua:

- Acredito que podemos maximizar nossos esforços atuando da seguinte maneira: sr. Vasillias, proceda com a pesquisa que tinha levantado. Imagino que seria de extrema relevância verificar se há praticantes da Caballa na comunidade. Senhor Walker, teria a bondade de acompanhar nosso bom rapaz? Esplendido!

Abraham então se volta para Omar e Blake, enquanto alisava uma linha imaginária em seu terno:

- Sr. Kaian, Sr. Jones... os senhores teriam a bondade de verificar o local onde os corpos foram encontrados? Creio que os senhores seria os mais indicados para procurar algo que tenha passado despercebido pelos policiais... sem ofensas, oficial Baker...

Por fim, Abraham se volta para Tanaka e Masbeth. Olhando firmemente para ambos, o bibliotecário diz:

- Quanto aos senhores, Tanaka-Sama e Padre Masbeth, gostaria que me acompanhassem. Pretendo fazer uma visita à sinagoga local falar com o rabino. Creio que um padre católico e um oriental serão bastante pra pressionar nosso interlocutor. Bem, senhores? Alguma objeção? Qualquer novidade, entrem em contato pelo celulares, ok? Poderia nos acompanhar, oficial?

Stone esperava que da forma como tinha imaginado, o grupo conseguiria reunir informação de forma eficiente. Se havia algo que precisavam ali era reunir informações...
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Leo Rocha

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Ter Dez 27, 2016 2:34 pm

Antes (no almoxarifado):

Na rápida visita ao almoxarifado, o grupo conheceu uma parcela significativa do arsenal guardado naquela unidade da Associação Belmont. Também tiveram a oportunidade de conhecer o encarregado por supervisionar o trabalho de catalogação, manutenção e fornecimento das armas, Harry Festo.
Harry, pessoalmente, atendeu ao grupo e lhes mostrou o local, perguntando a cada sobre o que pretendiam levar.
Vasillias foi o primeiro a pedir e, ao ver a lista de pedidos dele, Harry respondeu:

Arrow Lamento, meu jovem. Não membros tem direito a apenas duas retiradas.

Ele então entrega a pistola e o colete ao jovem. Em seguida ele se vira para Blake, que responde não precisar de nada. Tanaka, Omar e Stone também não lhe apresentam pedidos, o que faz o homem se perguntar se eles eram tão bons ou tão tolos de não quererem contar com algum tipo de proteção.
Masbeth se aproxima e pede uma pistola e uma .12 de cano serrado. Vendo que o padre segurava uma arma que ainda precisaria ser serrada, Harry responde:

Arrow Leve esta. Já está pronta.

Por fim, Walker se aproxima e pede a faca e a granada. Harry coça a cabeça e olha para J.J. e Seward. A mulher olha para o chefe, balançando a cabeça negativamente, mas Seward diz:

Arrow Libere apenas uma. Espero não me arrepender dessa decisão...

********************

Depois (na comunidade judaica):

O policial Baker se encontrava passando as informações do caso a um grupo ávido. Ele tentava responder o máximo às solicitações dos seus interlocutores, na esperança de que eles lhe ajudassem a resolver o mistério.

Arrow Podemos ir até o local onde os corpos foram encontrados?

Arrow Sim. Os locais já foram liberados, com exceção do local do último crime, que acabou de ser periciado.

Arrow Testemunhas? Alguém que ouviu algo estranho? Quem achou os corpos?

Arrow Só relatos de gritos e barulhos. Parece que os mortos não eram tão queridos na comunidade ou que quem os matou está inspirando tanto medo que as pessoas estão fechando o bico.

Arrow ...Bem,embora seja uma possibilidade não podemos afirmar que as famílias decidiram não informar os desaparecimentos sem antes nos certificar de que as vítimas não tinham histórico de passar grandes períodos sem contato,ou se deveriam estar fora da cidade.

Arrow  Esse é um ponto importante! As três vítimas identificadas não residem na comunidade integralmente. Eles aparecem ocasionalmente e passam períodos com suas famílias. Talvez seja algo como vir pra cá deixar a poeira esfriar quando algum golpe que deram lá fora deu errado...

Arrow Gostaria de acesso aos arquivos da cidade em especial sobre história de sua fundação,crimes mais notórios e sobre lendas,gostaria também de ser informado sobre grupos privados de preferência de cunho religioso que se encontrem fora da igreja ou grupos anti-religiosos.

Arrow Essa é uma pesquisa meio grande, meu amigo... Eu lamento não poder ajudar muito nela.. Você sabe, eu sou apenas um policial, não um historiador ou um bibliotecário... Talvez na biblioteca de tradições judaicas, haja alguma coisa que te ajude nisso.

Arrow Preciso também de acesso aos objetos eletrônicos encontrados perto das vítimas mesmo que danificados,talvez possa encontrar ou resgatar algum arquivo.....se possível também gostaria de saber se as vítimas tinham idade aproximada ou se tinham algum lugar em comum que frequentavam, principalmente à noite. Eles foram pegos uma vez lá usando drogas. Por isso, pensamos que o primeiro crime tinha a ver com o tráfico, mas o modus operandi é totalmente diferente.

Arrow As idades eram próximas: entre 25 e 28 anos. Na verdade, os três chegaram a se envolver juntos em um ou outro delito. Se formos pensar em um lugar de reuniões, talvez fosse o parque onde o primeiro corpo foi encontrado. Sobre o equipamento, é prova, então o acesso é restrito, mas posso pedir para que lhe mostrem os vídeos e informações obtidas. Isso já ajuda?

Arrow E mais uma pergunta,os locais dos crimes eram isolados?Apesar de toda brutalidade sugerir um ataque "selvagem",os danos não terem se espalhado descontroladamente além das cercanias das vítimas indica algum controle,seja do próprio atacante ou de alguém que o pudesse comandar....se tiver imagens das ruas na hora dos ataques também seria bom,se as ruas não sofreram danos talvez alguma forma de transporte esteja envolvida.

Arrow O primeiro local foi o parque, como eu disse. O segundo foi a escola secundária, na verdade o crime ocorreu na noite de sexta, mais especificamente, no campo de soccer. O terceiro aconteceu no apartamento da vítima número 3. O quarto crime, cuja vítima ainda não foi identificada, ocorreu perto da ponte baixa, ao norte.

Após a sabatina, Baker deu um sorriso para o grupo e fez um "ufa". Stone aproveitou o momento para propor uma estratégia que visasse maximizar os esforços. Não havendo discordância dos demais, o grupo se dividiu da seguinte maneira:

* Vasillias e Walker ficaram encarregados de dar sequência à pesquisa proposta por Vasillias. O que eles precisavam definir era por onde os dois começariam. Se iriam começar pela delegacia ou pela biblioteca.

* Kayan e Jones ficaram encarregados da avaliação das cenas de crimes. Os dois precisariam definir por qual delas iriam começar.

* Tanaka, Masbeth e o próprio Stone seguiram para a sinagoga afim de conversar com o rabino.

Nota do narrador: Pessoal, pretendo atualizar hoje ou amanhã com as descrições dos locais onde suas cenas ocorrerão. Para isso preciso que definam quais serão os locais.
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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Ter Dez 27, 2016 6:21 pm

No almoxarifado Tanaka apenas olha os equipamentos e armas que estavam sob a supervisão de Harry Festo. Festo parecia entender e ser muito seguro do cargo que ocupava, de fato naquele local haviam armas magnificas e de um poderio tremendo, mas Tanaka seguia a tradição de lutar com sua Katana, portanto ficou apenas a observar de longe... Tanaka sentiu-se tentado em mostrar sua reliquia para Harry Festo avalia-la mas deixou pra uma outra oportunidade. Havia muita gente ali e ele não queria invejosos de olho em sua Katana.

Ja na comunidade Judaica, o policial Baker explana todas as duvidas pacientemente... pacientemente até demais. Kazuya de uma certa forma desconfiou da tranquilidade do policial... E o fato das vitimas não pertencerem a comunidade o fez levantar uma hipotese em seu amago... E se não fosse assassinato e sim uma oferenda a algum tipo de deus antigo... Judeus não acreditavam na vinda do messias, e o antigo testamento está cheio textos lacônicos envolvendo rituais e sacrifícios... Tanaka não era especialista em religiões mas talvez o bibliotecário que tomou a "liderança" para si talvez soubesse melhor. Seja como for, Tanaka guardou essa desconfiança para si pelo menos por enquanto... Quem sabe conversando com o rabino com o o bibliotecário disse ele poderia fomentar melhor essa sua hipótese e passar para a informação para Stone em particular...

Por mim tudo bem - disse Kazuya a Sotne - Acho valido conversarmos com o lider religioso do local, talvez ele possa nos mostrar nuances de algo "obscuro e Sobrenatural" do qual o policial não tenha conhecimento.

E enquanto caminhavam em direção a sinagoga, Tanaka se aproximou de Stone dizendo num tom quase que silencioso - Desconfio que isso está mais para um ritual de sacrifício do que simplesmente um assassinato, e você?
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ricardo sato

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MensagemAssunto: Re: Teste de fogo   Qua Dez 28, 2016 12:30 am

Recebo as informações de baker,não todas mas mais do que acreditei que receberia,balanço a cabeça positivamente a cada resposta.

-Excelente detetive,muito me ajudam essas informações....creio que a pesquisa na biblioteca seja mais demorada,então se possível gostaria que me acompanhasse a delegacia.
-Me mostre os vídeos e informações da perícia e enquanto estivermos lá gostaria que o senhor me consiga cópias dos casos que mencionou,das vítimas agindo juntas em atividades ilícitas,caso isso seja uma vingança gostaria de saber a quem eles causaram perdas(em especial na comunidade).
-Depois com essas informações a mão posso pensar sobre elas na biblioteca enquanto pesquiso o resto.

Vasillias então se vira e estende a mão a Walker.

-Ah e me desculpe sr Walker....espero que me acompanhar não seja entediante,isso é claro se o senhor decidir me acompanhar,sinto não ter lhe falado antes,mas como disse ao senhor Stone"eu sei como é se peder numa pesquisa".

Andrei tenta não julgar muito o rapaz,ele sabe o quanto se envolver com essas coisas pode abalar uma pessoa,sabe o quanto isso poderia o ter afetado...o quanto talvez o tenha afetado e que talvez sua aparente normalidade seja exatamente o sinal de sua falta de normalidade.É irônico mas talvez a atitude do rapaz esteja mais próxima de uma reação sã do que a de todos os outros ali.
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